Resenha: Os Heróis do Olimpo | Rick Riordan


Olá pessoal! Então, eu terminei o último livro da série Os Heróis do Olimpo e resolvi fazer uma visão geral da série, como uma resenha. 

A série traz uma continuação de Percy Jackson e os Olimpianos e além de conter mitologia grega, nós damos um olá aos deuses romanos.

Todos os cinco livros giram em torno de uma profecia recitada ao final do último livro de Percy Jackson, O Último Olimpiano pelo então oráculo de Delfos, Rachel Elizabeth Dare. 

"Sete meio-sangues responderão ao chamado
Em tempestade ou fogo o mundo terá acabado
Um juramento a manter com um alento final
E inimigos com armas às Portas da Morte afinal"

Porém, assim como nos 5 livros de Percy Jackson, estes também têm sua profecia independente (com exceção de A Casa de  Hades) que geralmente guiam uma missão.

Também nesta série a narração é diferente. Feita em 3ª pessoa, ela possui pontos de vistas diferentes. Por exemplo, todo capítulo tem como título o nome da pessoa que "guiará" o mesmo, então se o nome for Leo, leremos as coisas a partir da visão dele, mas tudo sendo narrado em 3ª pessoa.

Mas vamos começar pelo começo. 

O primeiro livro da série é O Herói Perdido. Personagens principais inteiramente novos. Nesse livro temos Piper, Leo e Jason, três semideuses que acabam sendo resgatados pelo pessoal do Acampamento Meio-Sangue. Uma filha de Afrodite, um filho de Hefesto e Jason, um filho de Zeus. Ou era isso que eles pensavam. Certo dia no acampamento uma profecia é recitada. 

"Filho do relâmpago, tome cuidado no chão,
Da vingança dos gigantes os sete nascerão,
A forja e a pomba devem abrir a cela, 
E liberar a morte pela raiva de Hera."


Todos concordam que os três novos campistas deveriam ser enviados nesta missão. O que eles não esperavam era que Jason não era filho de Zeus, ou pelo menos não de sua versão original grega, mas sim de Júpiter, Zeus em sua forma romana.                     
Confesso que achei esse livro um tanto entediante. Os personagens não foram tão bem trabalhados para que nós, leitores, pudéssemos nos apegar a eles. O enredo é sem graça e excessivamente detalhado, o que fez a leitura ser um pouco cansativa. Foi o que eu menos gostei de toda a série (o Percy não aparece em nenhum momento :c ). Neste livro temos as narrações pelo ponto de vista de Piper, Jason e Leo.

Temos O Filho de Netuno como segundo livro. E é nele que temos nosso Percy de volta! Conhecemos os romanos bem mais a fundo e temos mais personagens novos. 
Sem memória alguma, Percy é levado ao Acampamento Júpiter, acampamento dos semideuses romanos, com apenas uma palavra em sua mente: Annabeth. 
Esse livro não tem uma profecia completa, porém, Marte (Ares romano) recita uma pequena "profecia" para os semideuses que terão de ir até o Alasca.

"Sigam até o Alasca. Encontrem Tânatos e o libertem. Voltem até o pôr do sol do dia vinte e quatro de julho ou morram"

Também existe o trecho de uma profecia recitado pela harpia Ella, que decorou os livros Sibilinos.

"Para o norte além dos deuses, a coroa da Legião está. Caindo no gelo, o filho de Netuno se afogará..."


Percy embarca na missão até o Alasca junto de outros dois semideuses. Frank Zhang, filho de Marte, e Hazel Levesque, filha de Plutão (Hades romano).

Também não achei esse lá dos mais interessantes, mas o enredo é mais envolvente que o primeiro. T
ambém não me apeguei tanto aos personagens neste livro que continua com uma leitura cansativa. Pontos de vista na narração de Percy (<3), Hazel e de Frank.






Vamos agora ao terceiro livro e me atrevo a dizer que o meu preferido. A Marca de Atena finalmente junta todos os sete semideuses da profecia e com isso, Percy e Annabeth. E gente... eu amo eles... então o momento em que eles se encontram é um dos meus favoritos da série toda.

Bom gente, se eu me lembro bem, nesse livro os semideuses já à bordo de seu transporte, o Argo II, um barco projetado por Leo que pode tanto navegar na água quanto voar no céu, partem para as terras antigas e chegam a Roma. E é em Roma que Annabeth enfrentaria uma de suas mais difíceis missões. Ela vai atrás da marca de Atena e também recebe uma profecia.


"A filha da sabedoria caminha solitária
A Marca de Atena por toda Roma é incendiária
Gêmeos ceifaram do anjo a vida
Que detém a chave para a morte infinita
A ruína dos gigantes se apresenta dourada e pálida
Conquistada pela dor de uma prisão tecida"


Acho que por isso é meu livro favorito, porque Annabeth é minha personagem favorita e ela é tão bem focada e desenvolvida nele. Ela se torna mais forte e percebe o quanto é capaz mesmo sem usar força física usando o maior dom que herdou de sua mãe, Atena, a sabedoria. Também achei que os outros personagens foram mais desenvolvidos e até comecei a gostar mais deles. As coisas melhoraram nesse livro, o enredo ficou melhor e a leitura, mais fluida e boa.
Nele temos narrações do ponto de vista dos semideuses gregos, Leo, Piper, Percy e Annabeth.

Porém, ao final dele, os sete se separam novamente. Sim, e de uma das piores maneiras possíveis. Percy e Annabeth caem no Tártaro e Nico fica com a missão de levar os outros semideus até as Portas da Morte, isto é, o lado da superfície, enquanto o casal deverá passar pelo Tártaro até encontrar o outro lado de tais portas.


O quarto livro e o que mais doeu no meu coração. É em A Casa de Hades que conferimos a passagem de Annabeth e Percy pelo tártaro.


É um dos dois livros que não possuem profecia, porque de certa forma, não há uma missão. 
A jornada pelo Tártaro não foi das mais fáceis... Mas com a ajuda do titã Bob, Percy e Annabeth conseguiram passar por ele. Enquanto isso, na superfície, os outros semideuses, à bordo do Argo II, iam em direção à Grécia para chegar a Casa de Hades, onde se encontravam as portas.

Acho que foi o único livro da série que eu chorei. E eu estava lendo dentro de um ônibus (sim, passando vergonha). Bom, não acho que tenha sido melhor que A Marca de Atena, porém vem logo depois dele. Vou confessar que demorei uns três meses pra ler ele todo, isso aconteceu porque tinham partes que eram realmente entediantes e não davam mais vontade de pegá-lo para ler o resto, mas quando peguei realmente para ler terminei em uns dois dias. Foi aqui que realmente comecei a amar um personagem, Leo. Uma atitude dele me fez amá-lo de uma hora pra outra.

Chegamos finalmente ao quinto e último livro da série, O Sangue do Olimpo. Vamos lá.

Era o último livro, o final de tudo. Rick não tinha anunciado nenhuma série que reunisse esse universo novamente. Estava realmente acabando. Não foi como quando eu terminei O Último Olimpiano, porque quando isso aconteceu eu tinha mais uma série de livros para ler e para aproveitar cada segundo com eles. Mas acabou. 

Este livro era decisivo. Tudo culminaria ali. Os sete semideuses tinham a missão de chegar até Atenas e impedir os gigantes de despertar a mãe Terra, Gaia.  Reyna, Nico e o treinador Hedge deveriam chegar até o Acampamento Meio-Sangue com uma estátua de 12 metros de altura, a Atena Partenos, e devolvê-la aos gregos para impedir uma guerra entre os acampamentos romano e grego.

Eu comecei a ler sem esperar muita coisa, porque estava mais com medo do que animada. Ainda bem que não me enchi de esperanças.

Tudo bem, eu gostei do livro em certa parte, mas não foi o melhor final nem em um milhão de anos. Percy e Annabeth foram completamente esquecidos e se tornaram meros coadjuvantes de uma história que tinham sido principais desde o começo. Eu sei que o Rick tinha que dar espaço aos outros personagens e concordo plenamente com isso, mas deveria ter feito isso desde o começo, sem nos apegar mais aos dois personagens que já conhecíamos e dando mais importância aos novos desde o início da série, não de repente no último livro. Outros que foram esquecidos, foram Hazel e Frank e nem parecia que eles estavam realmente naquela profecia. Só fizeram missões pequenas e não foram bem trabalhados nesse livro.

A batalha final foi mínima se comparada a qualquer outra batalha importante de todos os outros livros desde O Ladrão de Raios. Isso foi vergonhoso se você pensar que este livro encerrou tudo. 

Os personagens tiveram o final meio solto, sem muita coisa definida, o que me deixou um tanto com raiva porque depois de tantos livros isso não deveria ficar tão solto ao final.

-ALERTA DE SPOILER-
Sinceramente eu ainda não entendi se o Leo morreu ou não. Ele derrotou Gaia, isso ficou explícito, mas depois os outros ficaram sem saber se ele estava ou não vivo, pois ele não voltou. Nico e Hazel que são filhos do Mundo Inferior, disseram ter sentido sua morte, porém o último capítulo do livro retrata Leo chegando até Ogígia, ilha de sua amada Calipso e saindo de lá com ela. Mas Calipso estava presa lá por decreto dos deuses, não seria tão fácil de tirá-la de lá. Outra coisa que me intriga é um verso da Profecia dos Sete: "Um juramento a manter com um alento final". Desde que Leo jurou a Calipso que voltaria para buscá-la em A Casa de Hades esse verso vem martelando na minha cabeça. E se ele só conseguiu chegar até Ogígia pois estava morto? Acho que prefiro pensar que ele está vivo e conseguiu tirar Calipso de lá, pois era isso que eu desejava do fundo do meu coração que acontecesse. 
-FIM DO SPOILER-

Ok, eu também tenho que admitir que tiveram pontos no livro que eu realmente gostei. Um deles foi o crescimentos dos personagens Nico e Reyna e o fato de podermos conhecer lados deles que eu nunca imaginaria. Eles se tornaram cada vez mais próximos e amigos à medida em que levavam a Atena Partenos para a costa leste dos EUA. Também gostei muito do crescimento da Piper que se mostrou muito mais forte e determinada consigo mesma (apesar de achar que isso apenas aconteceu pelos constantes comentários que diziam que Piper era uma inútil, o que eu nunca achei verdade).  

Bom gente, esse foi o final da série que eu esperava? Infelizmente, não. Mas o que eu posso fazer é apenas expor minha mísera opinião e me contentar com ele, afinal Rick escreveu assim, então assim é. 
Estou realmente muito triste com o fim, não por ser bom ou ruim, mas por ter simplesmente acabado.

Ah sim, e minha resenha do último livro não foi mini como eu tinha falado em um outro post, mas consegui falar tudo que queria falar! Espero que tenham gostado dessa mega resenha! 

Um beijo da Thalita e até o próximo post!

4 comentários:

  1. Eu concordo com você em relação aos finais soltos dos personagens, como o da Reyna. E a batalha final, que imaginávamos superar a batalha de "O Último Olimpiano", durou poucas páginas. Acho que o Rick quase esqueceu por completo o Frank e a Hazel. O fato de o Percy e a Annabeth não terem atuado como principais não me incomoda tanto, pois a partir da profecia sabemos que não são eles que vão salvar o mundo, como em PJO. Obs: Mesmo assim, também acho que ficaram meio esquecidos. Em relação ao Leo, o que eu entendi é que ele morreu, como o Nico sentiu, e por isso ele chegou à Ogígia. Mas, o Festus injetou nele a cura do médico, por isso ele voltou à vida. Apesar de todas essas falhas, eu gostei bastante do livro, pois ele serviu pra calar a boca de quem a chamava a Piper de inútil e alguns dos personagens que eu mais gosto tiveram, enfim, seu "final feliz".

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    1. Sim, Reyna teve seu final completamente solto. Não vou nem comentar sobre Hazel e Frank, pois minha indignação supera a tudo. Eu sabia desde o início que Percy e Annabeth não salvariam o mundo, mas o que eu quis dizer é que o Rick deu atenção demais a eles nos outros livros e deixou eles de lado no último, enquanto os outros personagens foram pouco trabalhados nos outros livros, pra se tornarem os principais no último. Quanto ao Leo e a cura do médico, ainda tenho minhas dúvidas, mas como disse, prefiro pensar que ele está bem e feliz com a Calipso (Caleo <3)! :]

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    2. Eu entendi o que você quis dizer e eu realmente concordo, mas não foi algo que me incomodou tanto. Estive pensando um pouco sobre isso e cheguei a conclusão que houve um revezamento de quem teria mais atenção na série. No primeiro livro foram Jason, Piper e Leo. No segundo foram Percy, Hazel e Frank e por aí vai. No último, não deveria ter continuado esse revezamento por ser o último livro e não terá mais pra poder dar a atenção merecida aos personagens esquecidos...

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  2. Bom, eu entendo a questão do revezamento e queria que tivesse dado certo, porém eu não achei que Leo, Jason, Piper, Hazel e Frank foram bem trabalhados mesmo nos livros onde foram o foco... de certa forma, no conjunto dos livros eu achei que Percy e Annabeth foram colocados mais no centro durante o desenvolvimento da história e no final Jason, Piper e Leo e essa mudança rápida me incomodou, preferia que fosse algo gradativo, se é que me entende. Mas enfim, acabou.... e estou mais triste por isso do que pelas imperfeições contidas em certos pontos da série... :[

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