Livro x Filme - Cidades de Papel (Paper Towns)


Olá pessoas!! Tudo bem com vocês? Bom, vamos falar hoje sobre a mais nova adaptação literária para o cinema, Cidades de Papel. Depois do sucesso de A Culpa é Das Estrelas, tanto no mundo literário quanto no cinema (que já não me agradou muito), John Green entrava na empreitada de fazer Cidades de Papel um sucesso também nas telonas.

Bom, muitas vezes eu fico bem indignada quando alguma coisa sai muito diferente do livro (não vou nem comentar sobre Percy Jackson) ou então quando algo era simples de ser feito, porém não é colocado. Cinema tem que agradar ao público do cinema. Muitas vezes o conteúdo dos livros “não é adequado” para uma adaptação, pois ela abrange um público muito maior do que o público que leu os livros. Eu entendo isso, mas sempre tem aquela expectativa. “Vão colocar aquela parte?” “Aquela frase não pode faltar...” e assim por diante.

Com Cidades de Papel não foi diferente, devo admitir. Fiquei imaginando como eles trabalhariam com um enredo que carrega muitos detalhes.


O filme começou muito bem, com a cena inicial muito próxima à do livro. Aquela cena era importante para conhecer os personagens e ver que suas características principais vinham desde que eram crianças.

Outra coisa que me agradou foi um mesmo ponto que a Cecília também destacou no Livro x Filme – Se Eu Ficar, que é o fato de terem colocado falas iguais as do livro. Isso é uma coisa legal, porque aproxima as pessoas que leram o livro do filme e não é algo que espanta o resto do público. O filme também carrega um humor que se lê no livro.

A primeira coisa que eu não gostei no enredo foi a noite de vingança da Margo. No livro ela diz precisar fazer 11 coisas, no filme diz que precisa fazer 9 e mostra-se apenas 4. Por que então não mencionaram apenas 4? Não entendi.

Quando Margo some e Quentin começa a achar as pistas, percebi que houve muita facilidade para decifrá-las. No livro Quentin apenas descobre o que, de fato, era uma cidade de papel bem perto do final, e no filme isso ocorre muito rápido e naturalmente. Isso faz com que não seja mostrada a parte em que ele fica indo a vários bairros fantasmas achando que eles eram as cidades de papel e que ela estaria em algum deles. Isso, na verdade, é uma grande parte do livro.
Quentin passou muito tempo achando que Margo pudesse estar morta, no livro. Já no filme, essa possibilidade nem é levantada.


Queria comentar um pouco sobre o elenco. Geralmente em filme onde temos personagens adolescentes, os atores são um pouco mais velhos, porém achei que os atores que interpretaram Bem e Radar pareciam bem mais jovens do que os atores que interpretaram os outros personagens.

E a dublagem, como sempre, decepcionando.


Bom gente, é isso. No geral, gostei bastante do filme.

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